12 junho 2005

Internet é coisa séria!

Acredito na Web como a ferramenta de comunicação mais promissora dos próximos tempos. A internet permite que a comunicação de mão-dupla, a interatividade, o feedback e a expressão de seus usuários seja levada às últimas conseqüências. A Web inverte o paradigma tradicional da comunicação em que há um emissor e um receptor. Por meio da Internet é possível ter vários emissores e receptores ao mesmo tempo...a mesma pessoa pode ser emissora e receptora. Além disso, todos somos formadores de opinião na web.
Uma nova lógica de relacionamento está nascendo graças à Internet. Vamos pensar nisso!

Um comentário:

Marcello Chamusca disse...

Antes de tudo gostaria de parabenizá-la pela criação desse importante canal de comunicação para discussão da nossa atividade e dizer que concordo plenamente com o título desse tópico.

Muito legal essa discussão que coloca, sobre a questão dos papeis que vêm sendo alterados na relação da organização como produtora e os seus públicos como consumidores da informação. De fato, os públicos vêm, gradativamente, passando do papel passivo para o papel ativo. Quer interagir, participar das discussões, modificar o conteúdo e até criar novas informações. Esse novo público consumidor que começa, de alguma forma, a querer interferir no processo, mostrando que ele não mais se conformará com tudo que o produtor quiser lhe “empurrar” para consumir, é um produto do fenômeno chamado “zapping”.

Com o advento do controle remoto e a possibilidade facilitada e ampliada de seleção trazida por esse instrumento, o ato de “zapear” (navegar) pelos canais de TV transcendeu as questões que envolvem o consumo específico da televisão como meio de comunicação e se tornou um paradigma comportamental de toda uma nova geração de consumidores. Os media, percebendo essa tendência, tiveram que repensar toda sua estrutura de programação se voltando para essa nova forma de consumo. Mas, esse processo não pode ser pensado apenas sob os aspectos da publicidade e da propaganda, pois, ele formata um novo consumidor, com características diferenciadas, que exige uma linguagem adequada e modelos de comunicação voltados para essa nova realidade em todos os âmbitos da sociedade, inclusive, no ambiente das organizações.

Heloiza Matos numa comunicação apresentada no INTERCOM em 2000, já percebe que “uma nova linguagem está se estruturando, principalmente a partir da Internet, que parece constituir-se, atualmente, no maior desafio da comunicação corporativa”. Matos ainda chama atenção de que os profissionais de RP têm que dominar essa nova linguagem, já que são encarregados da mediação entre os diversos interesses capazes de influenciar o crescimento da organização.
Essa nova linguagem, da qual tratava Matos em 2000, entretanto, ainda não está pronta e disponível para os profissionais na atualidade, ao contrário disso, ela está por ser configurada e depende do uso que cada um de nós vai fazer desses novos dispositivos nas suas atribuições diárias.

Nesse sentido, iniciativas como essas da Professora Carol Terra são merecedoras de aplausos e do nosso respeito, pois, são essas contribuições que farão com que a nossa atividade seja inserida nesses novos paradigmas comportamentais da nossa sociedade.

Marcello Chamusca
www.rp-bahia.com.br
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